O discurso sobre Deus na Analogia Entis e a contemplação como linguagem na teologia da cruz

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Luiz Maria de Barros Coelho Neto

Resumo

O presente artigo se debruça sobre os limites do que é possível dizer sobre a identidade e os predicados de Deus em linguagem humana. Afirma a contribuição do discurso analógico sobre Deus, tomando como exemplo a analogia entis de Tomás de Aquino, para expressar certa proporcionalidade do Criador com suas criaturas. Ao mesmo tempo apresenta alguns de seus limites para dizer sobre a identidade mais profunda de Deus, inefável em si mesmo, mas revelado de modo todo próprio a partir da linguagem da teologia da cruz, marcada pela contemplação e pelo silêncio que comunica. Contribuirá nesse percurso a análise de textos de síntese sobre a analogia entis e argumentações advindas de dois autores vinculados à teologia da cruz: Moltmann e Edith Stein. Afirmamos que o dado revelado por Deus e captado a partir da racionalidade humana precisa ser conjugado com o dado revelado na cruz para tocar a identidade de Deus. Na primeira parte discorre sobre a teologia como discurso sobre Deus e volta-se para a analogia entis, passando em seguida a versar sobre a linguagem da teologia da cruz. Por fim, realiza-se uma síntese estabelecendo alguns dos limites da própria linguagem, da teologia ocidental clássica e a complementariedade da teologia da cruz.

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Como Citar
DE BARROS COELHO NETO, Luiz Maria. O discurso sobre Deus na Analogia Entis e a contemplação como linguagem na teologia da cruz. Revista Opinião Filosófica, [S.l.], v. 11, jul. 2020. ISSN 2178-1176. Disponível em: <http://periodico.abavaresco.com.br/index.php/opiniaofilosofica/article/view/962>. Acesso em: 03 ago. 2020. doi: https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.v11.962.
Seção
Dossiê