Bento Prado Jr. entre Bergson e Wittgenstein

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Antonio Ianni Segatto

Resumo

Meu propósito neste texto é duplo: 1) pretendo mostrar que a leitura de Bergson e Wittgenstein feita por Bento Prado Jr. é motivada por uma mesma questão filosófica, a saber: qual é o destino da ilusão transcendental kantiana na filosofia contemporânea?; 2) retomando a comparação entre os dois autores sugerida por Bento, pretendo colocar duas perguntas: será que, sob a aparente proximidade entre Bergson e Wittgenstein no tratamento da questão mencionada, não se esconde uma divergência intransponível entre esses autores? Será que, seguindo o espírito da leitura e apropriação da filosofia wittgensteiniana por Bento, não seria necessário recusar o bergsonismo em nome da concepção terapêutica de filosofia de Wittgenstein? Pretendo mostrar que ambas as questões devem ser respondidas afirmativamente. Isso coloca um problema para a reflexão de Bento sobre a questão inicial, uma vez que faz com que a apropriação simultânea de Bergson e Wittgenstein pareça inconsistente.

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Como Citar
SEGATTO, Antonio Ianni. Bento Prado Jr. entre Bergson e Wittgenstein. Revista Opinião Filosófica, [S.l.], v. 10, n. 2, p. 1–15, dez. 2019. ISSN 2178-1176. Disponível em: <http://periodico.abavaresco.com.br/index.php/opiniaofilosofica/article/view/917>. Acesso em: 24 jan. 2020. doi: https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.v10i2.917.
Seção
Artigos