Dialética e Linguagem Natural. Teorias da Vaguidade

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Michela Bordignon

Resumo

No contexto da atualização contemporânea do pensamento hegeliano, diversas interpretações semânticas de dialética têm sido desenvolvidas. Estas leituras concebem a dialética como um processo de redefinição crítica do significado indeterminado das determinações conceituais incorporadas na linguagem natural. Nessas leituras semânticas, indeterminação é muitas vezes relacionada com a noção de vaguidade. Em meu artigo, vou mostrar que esta abordagem interpretativa não é consistente com o texto de Hegel. Primeiramente, irei lançar luz sobre a relação entre dialética e linguagem natural e, em seguida, explicarei por que o conceito de vaguidade não é efetivo, a fim de apreender a falha de determinação afetando a determinação do entendimento na dialética de Hegel. Finalmente, mostrarei que as ambiguidades e incompatibilidades que permeiam as linguagens naturais não são as causas das contradições que precisam ser resolvidas. Ao contrário, elas são sintomas de uma incompatibilidade profunda, ou, de uma profunda contradição, a qual não reside simplesmente na nossa maneira de pensar e falar sobre a realidade, mas na forma como a realidade é em si mesma.

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Como Citar
BORDIGNON, Michela. Dialética e Linguagem Natural. Teorias da Vaguidade. Revista Opinião Filosófica, [S.l.], v. 4, n. 1, fev. 2017. ISSN 2178-1176. Disponível em: <http://periodico.abavaresco.com.br/index.php/opiniaofilosofica/article/view/233>. Acesso em: 02 jul. 2020.
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