Wittgenstein e Jesse Prinz: Sobre Emoções

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Juliano do Carmo

Resumo

A publicação do livro The Emotional Construction Of Morals, de Jesse Prinz, em 2007, reacendeu o debate a respeito da natureza das emoções e suas implicações importantes para a moralidade. O tema não é por certo novo, contudo, a originalidade dessa abordagem consiste justamente em tentar sustentar duas hipóteses radicais a respeito da moralidade: (1) que os valores morais estão baseados em respostas emocionais e (2) que as respostas emocionais variam de cultura para cultura. Por mais interessante que isso possa parecer, existe um obstáculo importante na posição de Prinz que precisa ser considerado antes mesmo de avaliar se seus argumentos para sustentar tais hipóteses são válidos ou não. O problema que será discutido aqui é de natureza metodológica, ou seja, trata-se de avaliar o modo como podemos de fato falar sobre emoções e o tipo de naturalismo que soa mais razoável em se tratando de uma investigação estritamente filosófica. O pano de fundo de minha abordagem é a herança autoproclamada de Prinz a respeito da teoria James-Lange das emoções e o debate entre Wittgenstein e William James sobre o uso de termos psicológicos (ou emocionais). Como veremos, há certos aspectos metodológicos na discussão de Wittgenstein com James que poderiam auxiliar na compreensão adequada deste debate.

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Como Citar
DO CARMO, Juliano. Wittgenstein e Jesse Prinz: Sobre Emoções. Revista Opinião Filosófica, [S.l.], v. 4, n. 1, fev. 2017. ISSN 2178-1176. Disponível em: <http://periodico.abavaresco.com.br/index.php/opiniaofilosofica/article/view/224>. Acesso em: 18 jan. 2019.
Seção
Artigos